segunda-feira, 18 de abril de 2011

Poesia

Tentativa de um ser humano apaixonado em dar corpo fisico ao sentimento demasiado eteréo...
De expressar em linguagem humana. Tudo aquilo que é muito mais que humano.


De produzir magia. Tendo como ingrediente apenas palavras. De dar voz a alma. De emoldurar o retrato exageradamente previsível da vida.
De produzir calor com letras. 

De transmutar dor em letras. 
De deixar a mesma dor nas letras.
De ritmar a vida.


Poesia que vem em música... Em pintura... Em esculturas.
Poesia que é escrita, falada, expressada.
Poesia que habita em um corte de cabelo. 

Em uma pintura de unhas.
Em um sorriso no momento certo. Um gargalhar de criança. Em um chorar.


Poesia que vive no vento. Respira nas arvores. Poesia que caminha no concreto.
Poesia que nasce em nós. E permeia o mundo. Que modifica tudo...
Poesia que não existe além dos nossos olhos e a partir deles... existe em tudo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Discernimento

A seiva que de maneira alguma poderia ser produzida sem os ingredientes corretos...
Derrepente paz... O que era fogo agora doce chama. Fagulha branda, sentelha incansavel.

E a dor se transmuta em liçoes. Cicatrizes mais resistentes que a nativa pele.

De súbito respostas... nunca até então assimiladas...
A paixão cessa. Dando lugar a substância mais valorosa... 
Demonios fenecem... Assim como o rancor se esvai...

Derrepente indulgência... Compreensão derradeira... Do ser para com o proprio ser...

E a face por fim contempla expressão gentil.
Sorrisos se apaziguam... reciprocamente as lágrimas que secam.

O meio sorriso egoista, sorriso inexoravel e autosuficiente.
Mas não sorriso jocoso. Sorriso de fato caridoso... Diligente...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Torre de Babel

A torre de Babel tem mais que andares. Tem comodos diversos, portas secretas... portas de ouro cujas as chaves, algumas somente encontradas no fundo do poço mais sujo e ignóbil.

Certos estados emocionais são análogos ao aprendizado de um novo idioma...
Palavras, sentenças completas que ouvira a vida inteira, nunca repercutindo em lógica valorosa. Derrepente se revelam epifanias colossais.
Sentenças escritas e cantadas que te sentenciam... e ainda sim encantam.


O aprendizado se demonstra valoroso. Mesmo que a lição seja "tudo que aprendeu estava errado".

terça-feira, 12 de abril de 2011

Por aqui

Então por aqui. Um livro a mão. E pensamentos demasiados na cabeça. Impossibilitando degustar a proxima página

Fome de beleza... Beleza que sacie os 5 sentidos. E que traga sentido. Por aqui. Um cigarro no cinzeiro. E um vontade tremenda de quebrar a rotina, de maneira impulsiva... como de costume. 

Porém fazendo força, tentanto tomar a atitude sensata. Pra variar... 
Desejo de dar descanso ao silencio, de ouvir uma música. Mas a discoteca derrepente ficou empoeirada. Por aqui pensando umas coisas. E me sentindo um poco solitário. 

Sentindo um poco de frio. Daquele tipo que somente um abraço puro pode curar. E talves um olhar. Um olhar silencioso e profundo de... - como você ta ? Então por aki. Me mantendo ocupado. Esperando a sensação novamente passar...

domingo, 10 de abril de 2011

Retomando as pegadas

Corro na areia. Corro de volta através dos anos.
Sigo ao passado. Minha memória fraca.
Minha máquina do tempo com defeito.
Corro na areia em busca das pegadas.
Onde estão as pegadas pequeninas ? Quero ver as pegadas inocentes e descompassadas.

Os pés seguiram ao inverso. A mente tambem... Assim como o coração... Os passos de antes eram firmes e precisos. Pés incapazes de dançar.
Escamas de aço da armadura mental. As grevas duraram bem. Serviram seu proposito por décadas.
Um dia teriam que se partir...

O elmo divino que se parte e me deixa inseguro.
O elmo que se parte e me permite respirar.
Acima disso... Degustar o ar

quinta-feira, 17 de março de 2011

Doce néctar

Sutis movimentos de um corpo de olhar inócuo. 
Doces palavras. Lembranças pouco alegóricas. 
Um beijo selvagem da boca de um anjo. 
Abraço fraterno de um desconhecido. 
E a noite pacifica se transmuta em lembrança inesquecivel. 
O remédio alcoólico repercute em nectar de prazer. 
Como deve ser... Como não a de deixar de ser...