domingo, 20 de maio de 2012

Falta

De que exatamente a indagação...
Sinto ausencia do teu olhar
Abstinencia de tua fragância
Frio recorrente do seu não mais intenso toque

Sinto fome
De que exatamente a derradeira questão
Não sua ideologia. Já possuo as minhas
Não seus sonhos. Os meus já se amontoam em zona de espera
Aguardando tempo. Tempo e inspiração... 

Inspiração que me foge
Motivação que tem se esvaido junto a transpiração

Sinto falta da energia...
Falta do seu olhar profundo e solicito...
Olhar que tanto me nutria

Sinto falta da música que ouvia
As rodas em alta velocidade sobre o asfalto negro, molhado...
O som do asfalto, sua voz e o vento. A música inaldivel que compilava minha soundtrack

Sinto falta dos momentos sem proposito. Momentos que inspiravam propositos.

Falta da você que era em mim. Do eu que era em ti

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Curvas que me perco

Dedos como nômades exploram novos territórios de teu corpo. Braços ingênuos que tentam inutilmente delimitar o perímetro de tua alma.

Não vizualizam teus olhos. Não ouvem a melôdia de teus lábios. Lábios que cantam sua doce lógica, permeada de eloqüência e graça.

O corpo reage. E envereda seu dialogo instintivo. Enquanto a alma se entorpece, se embriaga e se esforça em compilar idioma audível.

Entidades que se unem, originando energia incomensurável.
Seres terrenos que se conectam ao etéreo. 
Com suor... clamor... amor e dor