No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mario Quintana - O auto-retrato
sábado, 21 de dezembro de 2013
Mario Quintana - Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mario Quintana - Das utopias
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mario Quintana - Das utopias
domingo, 15 de dezembro de 2013
Ela vai embora
Ela vai embora. Segue sem olhar pra trás.
Pois não pode viver nessa terra infértil.
Ela segue a outros campos.
Em busca das flores que esse firmamento não pode semear.
Se despede com um singelo sorriso, pois prefere não guardar mágoas.
Segue... orando por um dia onde essa terra funesta também possa provar a beleza da vida.
Ela segue levando com carinho tudo que aquele lugar amaldiçoado lhe ensinou.
Mesmo que tal aprendizado acarrete certo peso a suas asas...
Ela segue a outros campos.
Em busca das flores que esse firmamento não pode semear.
Se despede com um singelo sorriso, pois prefere não guardar mágoas.
Segue... orando por um dia onde essa terra funesta também possa provar a beleza da vida.
Ela segue levando com carinho tudo que aquele lugar amaldiçoado lhe ensinou.
Mesmo que tal aprendizado acarrete certo peso a suas asas...
Como as altas árvores
Como as altas árvores por vezes ele sente o vento nas folhagens...
Em tempestades vigorosas os mesmos ventos podem envergar alguns galhos, ameaçar a estrutura como um todo...
Não obstante ainda a seiva poderosa persiste a correr em seu cerne.
Mesmo que as belas folhagens um dia morram, mesmo que quase tudo que definia a arvore feneça.
Suas raízes exigirão que se mantenha forte.
E assim ela se manterá, enquanto o inverno durar...
Pois nenhum inverno pode durar eternamente...
Em tempestades vigorosas os mesmos ventos podem envergar alguns galhos, ameaçar a estrutura como um todo...
Não obstante ainda a seiva poderosa persiste a correr em seu cerne.
Mesmo que as belas folhagens um dia morram, mesmo que quase tudo que definia a arvore feneça.
Suas raízes exigirão que se mantenha forte.
E assim ela se manterá, enquanto o inverno durar...
Pois nenhum inverno pode durar eternamente...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Fragmentos
Gosto de você pela maneira que me faz sentir.
Não por algo que me conceda ou ceda.
Gosto pelo o que traz a tona em mim.
Gosto de te olhar. Pois a simples visão alegra meu dia.
Me alegra o teu sorriso, tão singular... De tal forma que se faz desimportante ser ou não responsavel por ele.
De tal forma que se faz extremamente importante assegurar a manutenção dele...
Não por algo que me conceda ou ceda.
Gosto pelo o que traz a tona em mim.
Gosto de te olhar. Pois a simples visão alegra meu dia.
Me alegra o teu sorriso, tão singular... De tal forma que se faz desimportante ser ou não responsavel por ele.
De tal forma que se faz extremamente importante assegurar a manutenção dele...
Rosas e mulheres
Mulheres gostam de rosas. Dizem por ae...
Mulheres não tem receio de admirar a si.
Rosas e mulheres são dislumbrantes de maneiras diversas.
Repercusão de seu clima, de sua estória, do zelo com que as trataram.
Rosas nascem fascinantes. Crescem e evoluem belas. Todas de maneira singular.
As colhidas cedo são singelas. Ainda com pétalas por desabrochar. Vivem e se despedem sem espinhos. Vivem e se despedem sem chorar.
Rosas tem caules fortes e perigosos. Contrastando com suas pétalas ao tocar. Rosas são cheirosas. Inspiram simplesmente por respirar.
Rosas tambem gostam de mulheres. Apreciam a origem regressar. Rosas choram por mulheres. Quando fenecem sem a qualquer uma se ofertar.
Mulheres são também rosas. Talhadas pra se admirar. E com todo zelo tratar. Agradecendo eternamente, pelo mundo tanto poetizar.
Mulheres não tem receio de admirar a si.
Rosas e mulheres são dislumbrantes de maneiras diversas.
Repercusão de seu clima, de sua estória, do zelo com que as trataram.
Rosas nascem fascinantes. Crescem e evoluem belas. Todas de maneira singular.
As colhidas cedo são singelas. Ainda com pétalas por desabrochar. Vivem e se despedem sem espinhos. Vivem e se despedem sem chorar.
Rosas tem caules fortes e perigosos. Contrastando com suas pétalas ao tocar. Rosas são cheirosas. Inspiram simplesmente por respirar.
Rosas tambem gostam de mulheres. Apreciam a origem regressar. Rosas choram por mulheres. Quando fenecem sem a qualquer uma se ofertar.
Mulheres são também rosas. Talhadas pra se admirar. E com todo zelo tratar. Agradecendo eternamente, pelo mundo tanto poetizar.
domingo, 27 de outubro de 2013
Como a brisa
Como brisa...
Você vem de súbito... Efêmera.
Por vezes fazendo questionar, se por ser sublime de fato ou pela ausência que se imprime de sua aparição fugaz...
Traz à tona a parte adormecida. Todas aquelas belas sinapses, idéias condenadas ao ostracismo...
Ideais que o mundo exige que se mantenham entorpecidas.
As únicas que inspiram de fato.
Sinceras e não oportunistas.
Aturdindo de tal maneira poucos sentidos,
de tal forma fazendo desimportante os sentidos restantes...
Você vem e se vai como a brisa. E como brisa traz vigor e inspiração...
O que seriam dos engenheiros sem os poetas que um dia os inspiraram?
Você vem de súbito... Efêmera.
Por vezes fazendo questionar, se por ser sublime de fato ou pela ausência que se imprime de sua aparição fugaz...
Traz à tona a parte adormecida. Todas aquelas belas sinapses, idéias condenadas ao ostracismo...
Ideais que o mundo exige que se mantenham entorpecidas.
As únicas que inspiram de fato.
Sinceras e não oportunistas.
Aturdindo de tal maneira poucos sentidos,
de tal forma fazendo desimportante os sentidos restantes...
Você vem e se vai como a brisa. E como brisa traz vigor e inspiração...
O que seriam dos engenheiros sem os poetas que um dia os inspiraram?
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